Ciência e Espiritualidade – Bioética – Crianças Índigo.


Efeito pedrinha n'água

Em 2007 participei da primeira edição do Fórum Ciência e Espiritualidade – Olhares Transdisciplinares na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a qual foi organizada pelo Núcleo de Estudos Transdisciplinares sobre Espiritualidade, ligado ao Instituto de Educação da UFRGS. Foi um tremendo sucesso de público no meio acadêmico e teve a participação de vários segmentos sociais, na área de métodos alternativos de saúde e cura.

Foi um evento memorável, pois uma universidade abrir-se à comunidade para abordar conceitos emergentes na área da Ciência e Espiritualidade é algo que chama a atenção por seu caráter inusitado! Pelo menos aqui no Brasil.

Estavam presentes as mais diversificadas formas de pensar e diferentes sistemas de medicina alternativa, além de médicos, religiosos, representantes do esoterismo, espiritismo e tive oportunidade de representar a Ciência Cristã no evento, como expectador.

Em sua primeira participação na seção plenária, o Dr. José Roberto Goldim, médico e renomado pesquisador, responsável pelo grupo de pesquisa em Bioética do Hospital das Clínicas de Porto Alegre – HCPA – hospital de referência ligado à Faculdade de Medicina da UFRGS, mencionou a participação da Ciência Cristã entre as 16 religiões que colaboraram com a pesquisa que resultou no livro: Bioética e Espiritualidade. A ideia do livro foi abrir um diálogo entre a medicina e as religiões, focado em assuntos comuns tais como:  vida, morte, influência da oração na cura, aborto, restrição alimentares, transfusão de sangue, doação de órgãos, etc…

Logo do Fórum Ciência & Espiritualidade 2007

Na pesquisa com a Ciência Cristã foram entrevistadas duas Praticistas da Ciência Cristã que atuavam na cidade de Porto Alegre. Uma das observações feitas pelo Dr. Goldim mencionou a questão da terminologia da Ciência Cristã, como sendo um desafio a ser superado à luz do pensamento público. Recentemente participei, a convite, da revisão textual referente à Ciência Cristã para uma nova edição do livro supra mencionado.

Esta questão terminológica é algo que tem sido considerado como sendo um ponto chave nos esforços dos Cientistas Cristãos em sua comunicação com o público. No ano passado, durante a Assembleia Anual de A Igreja Mãe, em Boston, houve um workshop específico sobre este assunto que foi introduzida por um dos Diretores da Ciência Cristã e teve a participação do Comitê de Publicação como moderador. Uma das linhas abordadas foi juntamente evitar o uso de jargões, bem conhecido internamente, mas que são pouco compreensíveis pelo público em geral. Sinto-me feliz por esta nova postura em relação a aprimorar nossa comunicabilidade com os outros.

Uma das palestras que escolhi participar era sobre as crianças índigo, com uma especialista no assunto que teve um filho considerado índigo. Após sua palestra, em que ela recomendou uma atenção especial a estas crianças, haja vista que elas teriam um dom especial, uma inteligência criativa e um tipo de gênio que podem ser confundido com hiperatividade. Esta atenção especial, segundo a especialista, dispensaria o uso de soluções medicamentosas e uma melhor compreensão e amor necessários para utilizar este talento especial em prol do bem comum, estimulando o progresso da criança. Ao final da palestra ela veio me perguntar: qual seria um ponto de vista da Ciência Cristã sobre as crianças índigo?

Comentei com ela que prefiro manter a perspectiva de que cada criança é uma ideia de Deus, criada conforme expresso no Gênesis 1: 26, 27. Compartilhei a metáfora de que cada um de nós seria como um raio de sol, que mantem-se unido a única fonte de nosso ser: Deus, o Princípio divino, o qual podíamos comparar como o único Sol. Esta unidade com a fonte de nosso ser é a base da perfeição, estabilidade e todas as qualidades para crescer de modo sadio, feliz e com capacidade de adaptar-se, aprender e desenvolver-se. Sob esta ótica divina, todas as crianças são ideias de Deus e, portanto, isentas de qualquer tipo de anomalia. Agradeci sua palestra e o amor demonstrado por ela no estudar o assunto das crianças índigo, bem esclarecedora, mas assegurei que prefiro usar o que tenho aprendido da Ciência Cristã, pelo menos foi extremamente eficaz na criação sadia e progresso de meus 4 filhos e, hoje, continua sendo com meu casal de netinhos. Após minha resposta, a palestrante sorriu e me deu um forte aperto de mão!

Referências:

Bíblia Sagrada. Livro de Gênesis 1: 26, 27

Bioética e Espiritualidade. GOLDIM, José Roberto (Org.). EDIPUCRS. ISBN 8574306290

Fórum Ciência e Espiritualidade 2007

Núcleo de Estudos Transdisciplinares sobre Espiritualidade

Mini resenha:
Ao longo da história da humanidade, a prática da medicina sempre esteve associada à religião. A associação de divindades aos diferentes processos de cura e com práticas e com práticas profissionais pode sempre ser verificada. A cientifização da medicina, principalmente a partir do início do século 20, fez com que as questões religiosas fossem dissociadas da prática médica por um longo período. Mais recentemente, contudo, tem havido um crescente interesse pelo estudo das relações entre religião e saúde.

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