“Medicina e Espiritualidade: Redescobrindo uma antiga aliança” – Parte I

“Medicina e Espiritualidade: Redescobrindo uma antiga aliança” – Parte I

Resenha elaborada por Jennifer Braathen Salgueiro, PhD GPPG/HCPA | Referência: Ferrer, J. Medicina y Espiritualidad: redescubriendo uma antigua alianza. In: Bioética: um diálogo Plural (Homenaje a Javier Gafo Fernández). Madrid: Ed. Univ. Pontificia Camillas, 2002: p.891-917.

“Neste capítulo o autor nos coloca diante de importantes questões: #A enfermidade e a dor têm acompanhado a vida humana desde sua origem; p.891 #O teólogo Antonio Autiero propõem três modelos interpretativos da enfermidade; o modelo mágico, a interpretação religiosa e o modelo científico-empírico moderno; p.891 #A medicina passou de um período mágico-religioso iniciado no ano 500 a.C. até a medicina científica do séc. XIX, baseada na experimentação e não só na mera experiência. A partir disto três etapas são descritas por Larry Dossey:

1) a medicina materialista e fisicalista: etapa que começa no meio do séc. XIX, genuinamente científica, tem a física de Newton como modelo: o universo inteiro, incluindo o corpo humano, é como um relógio regido pelos princípios da casualidade determinista;

2) o modelo mente-corpo: inicia após a segunda guerra e admite a influência das percepções, emoções, atitudes e pensamentos sobre o corpo humano. A mente está localizada no cérebro e tem a capacidade de influenciar o seu próprio corpo;

3) a medicina transpersonal e translocal: exige uma compreensão que a relação mente-corpo transcende os limites de espaço e tempo. A mente é não local; p.892-95· Dados que indicam que as crenças espirituais e religiosas tem um efeito positivo na saúde dos pacientes: – Nos EUA, 95% da população crê em Deus e 57% reza ao menos uma vez por dia; – Os médicos são menos religiosos que a população em geral; – Estudo com 272 pacientes da terceira idade, encontrou que os que praticavam atividades religiosas tinham maiores índices de felicidade, de sentirem-se úteis e de ajuste pessoal; – Estudo clássico do Dr. Comstock encontrou que as pessoas que iam as igrejas pelo menos uma vez por semana, tinham 50% menos falecimentos por doenças coronárias, enfisema e suicídio e 75% menos de morte por cirrose; p.896·

Benson, professor da Faculdade de Medicina de Harvard, está convencido que as crenças têm repercussões físicas e possuem um papel importante na prevenção e tratamento de enfermidades. (…) A espiritualidade não implica necessariamente na fé em uma divindade pessoal, ao estilo do Deus dos cristãos. O ser humano seria um ser intrinsecamente espiritual, pois demonstra capacidade para reflexionar e auto-transcender-se; p.900·  …”

Aguarde a continuação desta resenha de uma publicação espanhola sobre espiritualidade, realizada por uma médica, professora da Faculdade de Medicina e pesquisadora integrante do Grupo de Bioética, Jennifer Braathen Salgueiro PhD GPPG HCPA/UFRGS, de Porto Alegre-RS  no próximo post….

 Fonte: SALGUEIRO, Jennifer Braathen. Medicina e Espiritualidade – Redescobrindo uma antiga aliança. (2003) Disponível em: <http://www.ufrgs.br/bioetica/ferrer.htm> Acesso em: 14.abr.2011

Ponto de Vista: A evolução da medicina tem sido um processo socialmente relevante, como infere-se do texto acima. Mary Baker Eddy dedicou parte de sua vida como incansável pesquisadora com a finalidade de encontrar a ciência da cura.  Ela pesquisou profundamente todos os sistemas de cura que haviam em sua época, mas só em 1866, descobriu um sistema metafísico definitivo de cura divina. Ela mesma foi a primeira paciente beneficiada amplamente, alcançando uma cura orgânica completa e um pronto restabelecimento dos efeitos de um grave acidente no gelo. Ao descobrir um sistema científico, divino e aberto ela foi impelida a praticá-lo, de imediato, curando todos os que a ela recorriam, quase sempre como último recurso. A esta descoberta ela chamou de Ciência Cristã. Seu desejo de sistematiza-la e compartilha-la com a humanidade, levou-a a pesquisar a Bíblia Sagrada, durante 3 anos. Na sequencia, foi inspirada a sintetizar tudo em um livro que registrou suas pesquisas e prática cotidiana do que ela definiu como um resgate do elemento de cura, utilizado por Cristo Jesus e que havia se perdido na margem do tempo: a cura pelo poder do Espírito, pela graça divina – universal e atemporalmente disponível a todos! Sobre este fundamento sólido ela estabeleceu sua igreja, para proteger, assegurar e perpetuar a ideia da cura cristã nos tempos vindouros! O livro onde ela publicou os resultados de sua pesquisa e prática de cura intitula-se: CIÊNCIA E SAÚDE COM A CHAVE DAS ESCRITURAS.

Foi por causa desta solidariedade e difusão aberta, que praticamente 100 anos depois, 1966, minha família conheceu a Ciência Cristã e fomos todos abençoados por ela. Desde então, ela responde  todos os  “porquês” da  vida, dando-lhe novo sentido, direção e inspiração. Ela foi vital à preservação de minha família e tem sido eficaz em todas as oportunidades de vivencia-la no cotidiano. Como quando recuperei-me dos efeitos de um acidente de motocicleta e uma luxação no pé esquerdo que impedia de caminhar, só pelo uso da oração que confia que todo o bem é sempre possível a Deus, sem precisar de medicamentos. Lembro-me que o processo de cura aconteceu na metade do tempo em que levaria se tivesse utilizado os métodos convencionais de medicina, aliados ao uso de medicamentos e seus efeitos colaterais – segundo o parecer do médico que me passou o atestado para justificar os dias de ausência do trabalho. 

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