Ecos do artigo: “Os robôs não nos invejam mais” de Eliane Brum – revista Época

No artigo da nacional e internacionalmente premiada jornalista, documentarista e escritora brasileira, Eliane Brum, publicado na revista Época, de 24/10, intitulado: “Os robôs não nos invejam mais” tive a grata satisfação de ler uma reflexão impactante, que traz à luz uma tendência preocupante na área de medicina social. Pensei em compartilhar para refletirmos juntos!

Parece estar surgindo um questionamento: será a via da chamada “cultura química” de solução pasteurizada e “automatizada” para as mazelas humanas, mentais e físicas, o único meio para os cuidados com a saúde? Enquanto isto, renomadas autoridades no assunto têm nos mostrado o outro lado deste fenômeno social, como a Dra. Márcia Angell, da medicina social de Harvard, o Dr. H. Gilbert Welch, médico  pesquisador americano da Universidade Dartmouth, especialista em clínica médica e autor de “Overdiagnosed”, livro recém-lançado nos EUA, resultado de suas pesquisas as quais apontam que quem deseja saúde, não deve procurar doenças pela via do excesso de diagnósticos. No Brasil, a sensibilidade de Eliane Brum resultou num artigo realmente brilhante, que nos faz re-pensar todo o modus operandi do modo de lidar com a doença.

 Alerta Eliane para o fenômeno social de uma “pretensa normalidade” robotizada:

“Hoje, a pós-modernidade nos encontra em uma situação curiosa: os humanos querem se tornar robôs. Cada vez um número maior de pessoas se oferece em sacrifício, imolando sua vida humana, ao deixar-se encaixar em alguma patologia vaga do manual das doenças mentais e medicalizar o seu cotidiano para se enquadrar em uma pretensa normalidade. E assim dar as respostas “certas”. Para quê? Ou para quem?” (Eliane Brum)

Eliane continua em sua interessante linha de reflexão, social e jornalística, acerca da tendência geral das ideias propondo:

“Basta olhar ao redor com alguma atenção para perceber que, nas mais variadas esferas do nosso cotidiano, esperam-se respostas automáticas e objetivas. Seja na área amorosa e no “desempenho” sexual, seja no comportamento profissional. Até mesmo dos bebês espera-se que atendam às classificações previstas nos muitos compêndios sobre o que esperar de um filhote humano a cada fase. Vivemos no mundo dos manuais de todos os tipos, difundidos pelo mercado editorial e reproduzidos e amplificados pela mídia, que nos ensinariam um “modo de nos usar”, com o objetivo de alcançar um tipo específico e previamente anunciado de resultado.

Tornar-se robô na vã tentativa de apagar a subjetividade humana é, portanto, o que uma parte da humanidade ocidental tem desejado para si – e se esforçado para impor aos filhos. E nisso tem a ajuda decisiva da indústria farmacêutica, que possivelmente nunca tenha ganhado tanto dinheiro com psicofármacos como hoje, e de um certo tipo de profissional da medicina que manipula o “Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM-IV)” como uma Bíblia.” (Eliane Brum)

Bem, acho melhor depois desta palhinha do memorável artigo da jornalista Eliane Brum, encerrar este post por aqui! Já sei você ficou com gostinho de quero mais… Tudo bem, abaixo estão os links do artigo e alguns artigos correlacionados para você saciar sua curiosidade comparando com ideias de outros cientistas e pesquisadores americanos!

Como o artigo de Eliane traz ideias tão profícuas e úteis ao debate em torno da tendência geral das rotinas de procedimentos “robotizadas”,  e, da relevância de repensar o modus operandi da manutenção da saúde e bem-estar. Penso que valerá muito à pena dar mais visibilidade e eco ao mesmo, como pano de fundo, para continuarmos refletindo sobre o que a jornalista chamou de “homo automaticus” inserindo-o no contexto do diferencial salutar e inovador da espiritualidade, que é o nosso foco! Hasta la vista…

Para saber mais:
Brum, Eliane. Revista Época – 24/10/11 – Os robôs não nos invejam mais
Entrevista com Herbert Benson de Harvard – 28/2/11 – em Porto Alegre-RS: Porque a espiritualidade cura?
Menai, Tania. Entrevista com a Dra Marcia Angell em NY 
Mismetti, Débora. Folha de São Paulo. Equilíbrio e Saúde 20/3/11 – Médico Alerta sobre excesso de diagnósticos e exames preventivos
Guterres, Jackson. “É preciso ter um ceticismo saudável…” Dr. Welch à Folha de São Paulo
Guterres, Jackson. Dra. Marcia Angell M.D. de Harvard, solta o verbo! O outro lado dos laboratórios farmacêuticos e novas perspectivas.
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