Bebida alcoólica: droga legalizada que arruína o indivíduo com simulacro de prazer!

São alarmantes as estatísticas dos efeitos horríveis do consumo do álcool. Há várias dimensões do estrago provocado na vida das pessoas e suas famílias. São louváveis diferentes esforços como: de grupos de recuperação dos Alcoólicos Anônimos, das igrejas; a parceria da imprensa na conscientização social, e, até do legislativo nacional, na busca de proibir a venda de bebidas nas estradas – Lei Federal 11.705  de 2008 – além do aumento do uso do bafômetro, e, propostas de alteração no código de trânsito e penal para aumentar as penas para os delitos resultantes da embriaguez ao volante.

Outras notícias dão conta de outros efeitos colaterais do consumo do álcool, tais como: os acidentes fatais no trânsito, o aumento de consumo por jovens e adolescentes, a violência doméstica, a desestruturação familiar e profissional, a deturpação da imagem do ser humano como um objeto – em função de associar o consumo de bebidas com o sucesso com as mulheres.

Pesquisas apontam que o consumo de álcool aumentou bastante no público feminino também! O bombardeio do marketing do álcool é bastante agressivo, na tv, nas novelas, filmes e propagandas, recorrendo aos mais apelativos subterfúgios para tentar impor que existe alguma vantagem em beber, e, ou embriagar-se!

Por que será que existe tanta propaganda nesta área? É uma pergunta que nos leva a refletir, no que tange à consciência social e ao controle democrático e social, pois,  todos os canais de tv são concessões públicas que teriam como foco principal informar e beneficiar a sociedade. As propagandas apelativas ao consumo do álcool, nada mostram sobre as consequencias trágicas do álcool, em combinação com o ato de dirigir um veículo, tão pouco os perigosos efeitos da perda de reflexos e o efeito da ressaca do dia seguinte; além da agressão que significa ao organismo a ingestão das substâncias químicas do álcool.

Ter resistido e superado aos apelos do consumo do álcool foi um dos preciosos ganhos de participar de uma Escola Dominical, durante minha juventude. Nos diálogos construtivos refletíamos que a felicidade, prazer e a satisfação são espirituais e não podem vir de um copo de bebida alcoólica, ou de um pedaço de folhas secas enroladas num papel gerador de fumaça. Também que o dizer NÃO era um exercício natural da liberdade que está conectada com as decisões corretas, no rumo do bem e decidir o que é o melhor para nossa saúde e bem viver! Essa atitude consciente é uma oração coerente que educa o pensamento com a real satisfação que tem o poder de vivenciar alteridade e a liberdade de sermos diferentes, sem precisar estar separados do grupo!

 “Ou você bebe conosco ou você vai ficar de fora da diversão!” é uma imposição clássica que mexe com os brios, valores e a coragem moral dos jovens. Uma fortaleza espiritual nesta batalha pela sobriedade foi um texto de autoria da pesquisadora e pensadora religiosa Eddy, que antes de descobrir a Ciência Cristã, já defendia a causa da temperança. Ela foi presidente da liga feminina de combate ao álcool, num grupo de maçônicos que frequentava com seu esposo nos EUA.  Compartilho abaixo o texto, na expectativa de que ele venha a reforçar a consciência e vigilância, individual e coletiva, pois é bem pontual, enfático e serve de suporte espiritual na hora de responder as imposições que surgem, com coragem moral:

“A causa da temperança recebe forte impulso na causa da Ciência Cristã: a temperança e a verdade são aliadas, e, sua causa prospera na medida em que o espírito do Amor anime a luta. As pessoas divergirão em suas opiniões quando aos meios de promover os  propósitos da temperança; quer dizer, a abstinência de bebidas alcoólicas.”

“Tudo o que embriaga o homem, o deixa tonto e faz com que ele degenere física e moralmente. A bebida forte é inquestionavelmente um mal, e o mal não se pode usar com temperança: seu menor uso é abuso; assim que a única temperança seja a abstinência total. A embriaguez é sensualidade desenfreada, em qualquer forma com que ela se manifeste.”

[Eddy – Escritos Misceláneos 1883-1896 p. 288-289 – tradução livre do espanhol]

Compartilho uma história contada por um colega de trabalho. Ele estava com amigos num bar e viu que um jovem estava visivelmente alterado, em função do alto consumo de bebida alcoólica. Eles não se conheciam, mas meu colega ao ver que o jovem manifestou sua vontade de ir embora de carro para casa, numa atitude de elevada coragem moral, sentiu-se impelido de ir até aquele jovem e reteve a chave do carro do rapaz.  Disse-lhe que ele não tinha condições de dirigir naquela situação, e, que só devolveria a chave do carro ao pai dele. Ele agiu com profundo sentimento de alteridade, mas com firmeza de propósito. E, na sequencia, foi o que meu colega fez. Os familiares do jovem agradeceram muitíssimo a memorável demonstração de amor ao próximo feita pelo colega, que, praticamente, salvou a vida do rapaz!

Finalizo com um versículo bíblico que tem sido minha armadura espiritual do Amor para responder com temperança, firmeza e coragem moral ao oferecimento de bebidas alcóolicas: “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação. (2 Timóteo 1:7)

Fotos retiradas da Internet | Houve uma sugestão colaborativa de Sonia Petraglia, CS – Praticista da Ciência Cristã na cidade do Rio de Janeiro 

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Uma resposta para Bebida alcoólica: droga legalizada que arruína o indivíduo com simulacro de prazer!

  1. Boa Tarde!
    Parabéns pelo texto, excepcional!
    Recomendo conhecerem o projeto de lei 371/11, de autoria do Vereador Floriano Pesaro (PSDB), que proíbe a comercialização de bebidas alcoólicas nas lojas de conveniência e lanchonetes dos postos de gasolina no Município de São Paulo.

    http://www.florianopesaro.com.br/projetos-de-lei/projetos/pl-371-2011.php

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